Elas são todas iguais

Atualizado: 5 de nov. de 2023
Diretamente de Poá, mais precisamente na Nova Poá, para os íntimos: Nova Jamaica, o artista Caio Vinicius sob o vulgo de CAIO MC, sem máscaras, traz um projeto lapidado, real e sincero, baseado (ou não) em fatos reais.

Um breve relato de vivências cotidianas que montam o quebra cabeça que é a vida amorosa de um artista mente blindada da quebrada.
Por mais que os papéis chaves sejam diferentes, eles sempre se encaixam no enredo dessa novela, e no fim sempre parecem as mesmas.
Hoje vamos falar sobre “Elas são todas iguais”.
E ninguém pra decifrar melhor essa obra do que o próprio Caio, por isso trocamos uma ideia com ele, acompanha o ritmo:
Por que esse nome no projeto? Você acha que elas realmente são todas iguais?
O nome “Elas são todas iguais”, de primeiro momento surgiu como uma sátira com o termo “homem é tudo igual”, a partir disso as vivências e momentos de mulheres que passaram pela minha vida completaram a ideia de q algo nelas sempre era igual, seja uma atitude ou pensamento, talvez até eu mesmo que indiretamente buscava isso, e no fim das contas pode não ser nas características, mas é sempre uma bandida, uma mina com personalidade forte, que gosta de estar no controle das situações
A ordem das músicas define um rumo na história?
Indiretamente, sim! “Dona da minha vida” fala sobre uma mulher que ficou presente um bom tempo da minha vida de forma casual e ao mesmo tempo queria o que o próprio nome da música diz.
“Cretina” já vem de uma história posterior onde outra pessoa não deixava totalmente claro, o que queria, mas na sua essência demonstrava querer ter uma vivência apenas casual.
“Bitch” eu falo daquela mina da quebrada, com má fama, que quer opinar sobre algo sem ter a famosa moral para falar de nada.
Quanto de real e fictício você colocou nas músicas?
“Dona da minha vida” é 40% história real, mas fugindo um pouco pra ficção de sonhos e perspectivas que tenho dentro de alcançar minhas metas na música, ser ref, meus amigos leais desfrutarem de tudo comigo.
“Cretina” 90% real, me baseio em uma vivência que aconteceu, com uma mulher que estava na minha vida e com atitudes, conversas até mesmo confusas indiretamente passava a mensagem de que queria apenas uma parada casual.
“Bitch” é 50% real, 50% ficção, já que fala daquela mina da quebrada que quer dar lição de moral sem poder falar nada sobre ninguém, quer dar opinião na forma que estou vivendo.
Em relação à sonoridade, têm muito de sua identidade, mas em quais partes você acha que inovou?
Acredito que “Cretina” entrega uma sonoridade diferente, mais próxima de “Dona da minha vida”, por exemplo, já a música “Bitch” foge um pouco do que vem sendo escutado no mainstream.
Podemos esperar o CAIO MC falando “delas” novamente ou o próximo movimento será uma carta nova?
Ah, dentro da minha vida é muito difícil eu não falar delas, sou uma pessoa de momentos, algumas vezes minha vida parece que, acontece coisas que só aconteceriam em uma novela. Acredito que possa vir coisas sobre momentos vividos sem fugir da minha identidade sempre lembrando das coisas reais da quebrada, porém pretendo vir falando mais da essência do que eu vivo no dia a dia na rua.
“Elas são todas iguais” está em todas plataformas, ouça e descubra as diferenças e semelhanças nos amores que vivemos ao longo do trajeto.






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